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	<title>Arquivo de portaria de condomínio - Síndico Transparente</title>
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	<description>Serviços para Condomínios</description>
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	<title>Arquivo de portaria de condomínio - Síndico Transparente</title>
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	<item>
		<title>Furto dentro do apartamento: quando o condomínio pode acabar pagando a conta?</title>
		<link>https://sindicotransparente.com.br/responsabilidade-furto-condominio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sindico Transparente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 20:18:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITO CONDOMINIAL]]></category>
		<category><![CDATA[RESPONSABILIDADE CIVIL]]></category>
		<category><![CDATA[CFTV condomínio]]></category>
		<category><![CDATA[controle de acesso]]></category>
		<category><![CDATA[furto em apartamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Segurança condominial]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança em condomínios]]></category>
		<category><![CDATA[STJ condomínio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>responsabilidade por furto em apartamento responsabilidade por furto em apartamento Condomínio pode ser responsabilizado por furto dentro do apartamento? Entenda a decisão do STJ Um furto dentro do apartamento gera uma dúvida imediata: o condomínio pode ser obrigado a indenizar o morador pelos bens levados? Uma decisão recente da 3ª Turma do Superior Tribunal de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="https://sindicotransparente.com.br/wp-content/uploads/2026/09/responsabilidade-por-furto-em-apartamento.jpg" alt="responsabilidade por furto em apartamento" width="650" height="433" /></h2>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2>Condomínio pode ser responsabilizado por furto dentro do apartamento? Entenda a decisão do STJ</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um <strong>furto dentro do apartamento</strong> gera uma dúvida imediata: o condomínio pode ser obrigado a indenizar o morador pelos bens levados?</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma decisão recente da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) colocou essa questão novamente em evidência ao manter a condenação de um condomínio do Rio de Janeiro por danos materiais e morais decorrentes de furto ocorrido no interior de uma unidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas atenção: a decisão <strong>não significa que o condomínio seja automaticamente responsável por todo furto ocorrido dentro de apartamentos ou áreas comuns</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ponto determinante do caso foi outro: segundo o julgamento, houve uma <strong>falha concreta no controle de acesso</strong>, que permitiu que os criminosos entrassem no edifício sem identificação adequada e sem autorização dos moradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa diferença é fundamental para síndicos, conselheiros e moradores entenderem quando pode existir responsabilidade do condomínio e, principalmente, como reduzir esse risco.</p>
<h2>O que aconteceu no caso analisado pelo STJ?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A 3ª Turma do STJ decidiu, por unanimidade, manter a condenação de um condomínio do Rio de Janeiro por danos decorrentes de um furto ocorrido dentro de um apartamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O caso chegou ao Tribunal após o condomínio ter sido condenado nas instâncias anteriores ao pagamento de indenização por danos materiais e morais.</p>
<p class="isSelectedEnd">No recurso, o condomínio sustentou, entre outros argumentos, que sua convenção não previa expressamente responsabilidade por furtos e que não existiria nexo causal direto entre sua atuação e o crime.</p>
<p class="isSelectedEnd">A relatora, ministra Nancy Andrighi, destacou que a jurisprudência do STJ estabelece, como regra, que o condomínio <strong>não é responsável por impedir todo e qualquer furto ocorrido em suas dependências</strong>, mesmo quando possui mecanismos como vigilância, grades ou portaria.</p>
<p class="isSelectedEnd">O caso analisado, entretanto, apresentava uma circunstância diferente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o julgamento, houve falha na verificação da identidade dos criminosos e eles tiveram o acesso ao edifício liberado <strong>sem autorização dos moradores</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A conduta foi considerada negligente e relevante para a ocorrência dos danos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, a pergunta central deixou de ser apenas:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Houve um furto dentro do condomínio?”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">E passou a ser:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Houve uma ação ou omissão do condomínio que contribuiu para que o crime acontecesse?”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Essa distinção muda completamente a análise jurídica.</p>
<h2>Furto dentro do apartamento gera responsabilidade automática?</h2>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Não.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Esse talvez seja o esclarecimento mais importante sobre a decisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">A existência de portaria, câmeras, grades, controle de acesso ou outros recursos de segurança não transforma o condomínio em uma espécie de seguradora de todos os bens existentes dentro das unidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em regra, crimes praticados por terceiros não geram automaticamente dever de indenizar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, a situação pode ser diferente quando uma ação ou omissão negligente ou imprudente de funcionário ou preposto responsável pela segurança contribui para a ocorrência do crime.</p>
<p class="isSelectedEnd">É nesse ponto que entra o artigo 186 do Código Civil.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação estabelece que aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outra pessoa comete ato ilícito.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em termos simples:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>uma coisa é o condomínio e o morador serem vítimas de uma ação criminosa que não decorreu de falha da gestão. Outra é uma vulnerabilidade ou conduta negligente do próprio condomínio facilitar a entrada dos criminosos.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Essa segunda situação pode abrir caminho para responsabilização.</p>
<h2>O que foi determinante na decisão do STJ?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O ponto central foi o <strong>controle de acesso</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo as informações divulgadas sobre o julgamento, cabia à portaria controlar quem pretendia entrar no edifício, verificar a identidade dessas pessoas e confirmar com os moradores a autorização para ingresso.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso concreto, a identidade dos criminosos não foi adequadamente verificada e a entrada ocorreu sem autorização dos moradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra Nancy Andrighi também ressaltou que a análise precisa considerar as características específicas de cada condomínio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso é importante porque não existe um único modelo de segurança adequado a todos os edifícios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um prédio pequeno, com poucas unidades e apenas uma entrada, possui uma realidade diferente de um condomínio com centenas de apartamentos, garagens, múltiplos acessos, entregadores, prestadores de serviços e grande circulação diária.</p>
<p class="isSelectedEnd">O protocolo precisa ser proporcional aos riscos e às características do empreendimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Casos como esse reforçam a necessidade de revisar periodicamente a <a href="https://sindicotransparente.com.br/seguranca-condominios-residenciais/"><strong>segurança em condomínios residenciais</strong></a>, identificando falhas de acesso, vulnerabilidades da portaria e comportamentos que podem facilitar a entrada de pessoas não autorizadas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2>Ter porteiro significa que o condomínio garante a segurança?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não.</p>
<p class="isSelectedEnd">A existência de porteiro ou controlador de acesso não significa que o condomínio assuma garantia absoluta contra furtos, roubos ou invasões.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo raciocínio vale para câmeras, reconhecimento facial, tags, biometria, aplicativos e alarmes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tecnologia ajuda a reduzir riscos, mas não consegue eliminá-los.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema jurídico ganha outra dimensão quando o condomínio possui determinado protocolo e, justamente no momento em que deveria utilizá-lo, ocorre uma falha negligente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Imagine que o procedimento estabeleça que todo visitante deve ser identificado e autorizado pelo morador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma pessoa chega à portaria, informa apenas o nome do morador e o número do apartamento e recebe autorização para entrar sem qualquer confirmação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se posteriormente essa pessoa pratica um crime, essa falha poderá ser considerada na análise de eventual responsabilidade civil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa condenação automática. Será necessário verificar provas, circunstâncias e a relação entre a falha e o dano.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2>A convenção pode excluir a responsabilidade por furtos?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A convenção condominial é extremamente relevante, mas sua análise não pode ser feita de maneira isolada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A jurisprudência do STJ possui precedentes tratando da ausência de responsabilidade do condomínio por furtos, especialmente em áreas comuns, quando não existe previsão convencional assumindo a guarda ou vigilância dos bens.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso recente, entretanto, surgiu um elemento adicional: a existência de <strong>conduta negligente no controle de acesso</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, uma cláusula afirmando genericamente que o condomínio não responde por furtos não deve ser interpretada como autorização para negligenciar procedimentos básicos de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se uma ação ou omissão concreta contribuir para o dano, pode existir discussão sobre responsabilidade por ato ilícito.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para avaliar uma ocorrência, portanto, é importante observar conjuntamente:</p>
<ul data-spread="false">
<li>legislação;</li>
<li>jurisprudência;</li>
<li>convenção;</li>
<li>regimento interno;</li>
<li>contratos de portaria e segurança;</li>
<li>procedimentos adotados;</li>
<li>treinamento dos funcionários;</li>
<li>registros disponíveis;</li>
<li>circunstâncias específicas do crime.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, é importante que a <a href="https://sindicotransparente.com.br/modelo-convencao-de-condominio-2026/"><strong>convenção condominial esteja atualizada</strong></a> e seja analisada juntamente com o regimento interno e os procedimentos efetivamente adotados pelo condomínio.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2>Funcionário da portaria pode gerar responsabilidade para o condomínio?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Dependendo das circunstâncias, sim.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porteiros, controladores de acesso e outros profissionais responsáveis pela operação de segurança executam atividades essenciais para o condomínio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando uma conduta negligente contribui diretamente para um dano, poderá existir discussão sobre responsabilidade civil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em condomínios com portaria terceirizada, a empresa contratada também poderá integrar a discussão, dependendo do contrato e das circunstâncias concretas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso torna especialmente importante que o síndico saiba exatamente quais obrigações foram contratadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não basta contratar uma empresa e presumir que toda a responsabilidade foi transferida.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2>Terceirizar a portaria elimina a responsabilidade do condomínio?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não necessariamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A terceirização transfere determinadas atividades operacionais para a empresa contratada, mas não significa automaticamente que o condomínio ficará livre de qualquer responsabilidade perante moradores ou terceiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O contrato deve estabelecer claramente:</p>
<ul data-spread="false">
<li>procedimentos obrigatórios;</li>
<li>responsabilidades;</li>
<li>treinamento dos profissionais;</li>
<li>substituição de funcionários;</li>
<li>controle de acesso;</li>
<li>registro de ocorrências;</li>
<li>atendimento de incidentes;</li>
<li>contingências;</li>
<li>obrigações da prestadora;</li>
<li>eventual cobertura securitária.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, o síndico precisa fiscalizar se aquilo que foi contratado está sendo efetivamente cumprido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o condomínio pretende modernizar esse serviço, também é importante conhecer as diferenças entre <a href="https://sindicotransparente.com.br/portaria-remota-hibrida-autonoma/"><strong>portaria remota, autônoma ou híbrida</strong></a> e avaliar qual solução melhor atende às características e aos riscos do empreendimento.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2>Câmeras evitam a responsabilidade do condomínio?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não necessariamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um sistema de CFTV pode auxiliar na prevenção, identificação de movimentações suspeitas e produção de registros depois de uma ocorrência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas possuir câmeras não compensa, por si só, uma falha grave no controle de acesso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segurança condominial funciona melhor em camadas:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>barreira física + identificação + autorização + monitoramento + procedimentos + treinamento + resposta a incidentes.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando uma dessas camadas falha, as demais se tornam ainda mais importantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também não basta contabilizar quantas câmeras existem. É preciso verificar posicionamento, pontos cegos, qualidade das imagens, armazenamento, proteção dos equipamentos e acesso às gravações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma estratégia eficiente pode integrar <a href="https://sindicotransparente.com.br/cftv-portaria-remota-para-condominios/"><strong>CFTV e portaria remota para condomínios</strong></a>, desde que os equipamentos estejam acompanhados de procedimentos claros de identificação, autorização e resposta a ocorrências.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h2>O que o síndico deve fazer para reduzir o risco de furtos?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A decisão do STJ deve ser vista principalmente como uma oportunidade para revisar procedimentos.</p>
<h3>1. Revisar o protocolo de entrada</h3>
<p class="isSelectedEnd">O condomínio deve estabelecer claramente como ocorre a entrada de:</p>
<ul data-spread="false">
<li>moradores;</li>
<li>visitantes;</li>
<li>entregadores;</li>
<li>prestadores de serviços;</li>
<li>empregados domésticos;</li>
<li>corretores;</li>
<li>técnicos;</li>
<li>concessionárias.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quanto menos improvisação existir, menor tende a ser o risco operacional.</p>
<h3>2. Não liberar desconhecidos apenas com informações verbais</h3>
<p class="isSelectedEnd">Conhecer o nome do morador ou o número do apartamento não deve ser suficiente para autorizar uma entrada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essas informações podem ser obtidas por criminosos de diversas maneiras.</p>
<h3>3. Treinar porteiros e controladores de acesso</h3>
<p class="isSelectedEnd">Equipamentos modernos não substituem treinamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os profissionais precisam saber como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>identificar visitantes;</li>
<li>confirmar autorizações;</li>
<li>agir diante de pressão para liberar acesso;</li>
<li>conferir prestadores;</li>
<li>lidar com situações suspeitas;</li>
<li>acionar responsáveis em emergências.</li>
</ul>
<h3>4. Atualizar cadastros</h3>
<p class="isSelectedEnd">Moradores, funcionários domésticos, prestadores recorrentes, veículos e demais pessoas autorizadas devem ter seus registros periodicamente revisados.</p>
<h3>5. Verificar câmeras e pontos cegos</h3>
<p class="isSelectedEnd">O CFTV precisa cobrir os pontos realmente vulneráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entradas de pedestres e veículos, garagens, acessos de serviço e áreas estratégicas merecem avaliação periódica.</p>
<h3>6. Registrar ocorrências</h3>
<p class="isSelectedEnd">Ocorrências relevantes devem ser documentadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esses registros ajudam a identificar padrões, corrigir vulnerabilidades e demonstrar quais providências foram adotadas.</p>
<h3>7. Fiscalizar contratos</h3>
<p class="isSelectedEnd">Não basta assinar um contrato com uma empresa de portaria ou segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">É necessário verificar periodicamente se os procedimentos contratados estão sendo cumpridos.</p>
<h3>8. Revisar convenção e regimento interno</h3>
<p class="isSelectedEnd">Documentos antigos podem não acompanhar tecnologias como reconhecimento facial, QR Code, aplicativos, portaria remota e sistemas modernos de controle de acesso.</p>
<h3>9. Preservar provas depois de uma ocorrência</h3>
<p class="isSelectedEnd">Depois de furto ou invasão, a administração deve agir rapidamente para preservar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>imagens do CFTV;</li>
<li>registros de entrada;</li>
<li>logs eletrônicos;</li>
<li>relatórios de ocorrência;</li>
<li>comunicações relacionadas ao episódio.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Muitos sistemas sobrescrevem automaticamente gravações antigas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preservação rápida pode ser fundamental para investigação e eventual processo judicial.</p>
<h3>10. Buscar orientação especializada quando necessário</h3>
<p class="isSelectedEnd">Ocorrências graves não devem ser analisadas apenas com base em opiniões de moradores ou mensagens em grupos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando houver possibilidade de responsabilização, o condomínio deve buscar orientação adequada e analisar as circunstâncias concretas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tema também está diretamente relacionado à <a href="https://sindicotransparente.com.br/guia-para-funcao-de-sindico/"><strong>responsabilidade civil do síndico</strong></a>, especialmente quando decisões, omissões ou falhas de gestão podem gerar prejuízos para o condomínio ou terceiros.</p>
<h2>O que o morador deve fazer após um furto dentro do apartamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O morador também deve agir de maneira organizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as providências que podem ser importantes estão:</p>
<ul data-spread="false">
<li>comunicar imediatamente a administração;</li>
<li>registrar ocorrência policial;</li>
<li>relacionar os bens subtraídos;</li>
<li>reunir notas fiscais, fotografias ou outros comprovantes disponíveis;</li>
<li>solicitar formalmente a preservação das imagens e registros;</li>
<li>evitar acusações públicas sem provas;</li>
<li>procurar orientação jurídica quando necessário.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Também é recomendável evitar a divulgação indiscriminada de imagens de segurança em grupos de WhatsApp ou redes sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esses registros podem envolver terceiros e eventualmente integrar investigação policial.</p>
<h2>Quem paga se o condomínio for condenado?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Essa é uma consequência que muitas vezes passa despercebida.</p>
<p class="isSelectedEnd">O condomínio não possui recursos próprios independentes dos condôminos. Suas despesas são suportadas pela coletividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma condenação pode ser paga com recursos disponíveis no caixa, fundos existentes ou, dependendo da situação financeira, exigir recursos adicionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também pode existir discussão sobre responsabilidade da empresa terceirizada ou cobertura securitária, conforme o contrato e a apólice existentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, uma falha de segurança pode deixar de ser um problema exclusivo da unidade atingida e transformar-se em <strong>risco financeiro para todo o condomínio</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Prevenção não é apenas segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também é gestão financeira.</p>
<h2>O seguro do condomínio cobre furto dentro do apartamento?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não se deve presumir que sim.</p>
<p class="isSelectedEnd">O seguro obrigatório do condomínio e eventuais coberturas adicionais possuem riscos cobertos, exclusões, franquias, limites e condições próprias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O morador também pode possuir seguro residencial individual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de uma ocorrência, é necessário analisar concretamente as apólices existentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o síndico, a recomendação é conhecer previamente as principais coberturas contratadas — e não descobrir o que está ou não coberto somente depois do sinistro.</p>
<h2>Portaria remota elimina o risco de furto?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portarias presenciais, remotas, autônomas e híbridas possuem vantagens e vulnerabilidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ponto central é verificar se o sistema escolhido possui procedimentos adequados e se eles são efetivamente cumpridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em uma portaria remota, por exemplo, devem ser avaliados:</p>
<ul data-spread="false">
<li>identificação do visitante;</li>
<li>comunicação com o morador;</li>
<li>funcionamento dos equipamentos;</li>
<li>contingência para falta de energia;</li>
<li>contingência para falha de internet;</li>
<li>abertura de portas e portões;</li>
<li>armazenamento de registros;</li>
<li>atendimento de emergência.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A pergunta mais adequada não é:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Qual portaria é mais segura?”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mas:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Qual sistema, combinado com procedimentos adequados, responde melhor aos riscos específicos deste condomínio?”</strong></p>
<h2>Segurança também depende dos moradores</h2>
<p class="isSelectedEnd">A segurança não pode ser responsabilidade exclusiva do síndico e da portaria.</p>
<p class="isSelectedEnd">Moradores também podem criar vulnerabilidades quando:</p>
<ul data-spread="false">
<li>permitem a entrada de desconhecidos;</li>
<li>seguram portões para terceiros;</li>
<li>compartilham tags ou credenciais;</li>
<li>deixam acessos abertos;</li>
<li>cadastram pessoas desnecessariamente;</li>
<li>divulgam rotinas;</li>
<li>ignoram protocolos de identificação.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Quanto mais exceções são criadas, mais difícil se torna manter um padrão de segurança consistente.</p>
<h2>Furto dentro do apartamento: quando o condomínio deve rever sua segurança?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Não é necessário esperar um crime acontecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">O síndico pode começar fazendo algumas perguntas simples:</p>
<ul data-spread="false">
<li>Um desconhecido consegue entrar informando apenas o nome de um morador?</li>
<li>Prestadores são confirmados antes da entrada?</li>
<li>Os cadastros estão atualizados?</li>
<li>Porteiros conhecem os protocolos?</li>
<li>Funcionários novos recebem treinamento?</li>
<li>As câmeras cobrem os principais acessos?</li>
<li>Existem pontos cegos?</li>
<li>Há procedimento para preservar gravações?</li>
<li>Empresas terceirizadas são fiscalizadas?</li>
<li>Existem procedimentos para panes e emergências?</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Se várias respostas forem negativas, há sinais de que a segurança precisa ser revista.</p>
<h2>Conclusão: o principal ensinamento da decisão do STJ</h2>
<p class="isSelectedEnd">A recente decisão da 3ª Turma do STJ não transformou os condomínios em garantidores universais contra furtos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ensinamento mais importante é outro:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>quando uma falha concreta e negligente no controle de acesso contribui para a ocorrência do crime, pode existir responsabilidade civil do condomínio.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para o morador, isso significa que um furto dentro de sua unidade não gera automaticamente direito a indenização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o síndico, significa que instalar equipamentos ou simplesmente contratar uma empresa de portaria não é suficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">É necessário estabelecer procedimentos, treinar profissionais, fiscalizar contratos, documentar ocorrências e corrigir vulnerabilidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nenhum sistema consegue garantir risco zero.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas uma gestão baseada em <strong>informação, prevenção, planejamento, documentação e transparência</strong> reduz vulnerabilidades e ajuda a proteger moradores, funcionários, patrimônio e o próprio condomínio contra consequências jurídicas e financeiras.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
<h1></h1>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Condomínio é responsável por furto dentro do apartamento?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Não automaticamente. É necessário analisar as circunstâncias. No caso recente julgado pelo STJ, uma falha concreta no controle de acesso contribuiu para a entrada dos criminosos.</p>
<h3>Se a convenção disser que o condomínio não responde por furtos, ele nunca poderá ser condenado?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Não é possível fazer essa afirmação de forma absoluta. Uma conduta negligente concreta que contribua para o dano pode gerar discussão de responsabilidade civil independentemente de uma cláusula genérica sobre furtos.</p>
<h3>Porteiro liberar pessoa sem autorização pode gerar responsabilidade?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Pode, dependendo das circunstâncias, das provas e da relação entre a falha e o dano. Esse foi justamente um aspecto relevante no caso analisado pelo STJ.</p>
<h3>Câmeras obrigam o condomínio a indenizar se houver furto?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Não. A existência de CFTV não cria automaticamente responsabilidade. Também não elimina eventual responsabilidade decorrente de outra falha concreta de segurança.</p>
<h3>Portaria remota elimina a responsabilidade do condomínio?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Não. Independentemente do modelo de portaria, equipamentos, procedimentos, contingência, fiscalização e controle de acesso precisam funcionar adequadamente.</p>
<h3>O que fazer imediatamente depois de um furto?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Comunicar a administração, registrar a ocorrência policial, preservar provas, solicitar a guarda das imagens e registros de acesso e buscar orientação adequada conforme a gravidade do caso.</p>
<p><span style="color: #999999;">Fontes e referências</span></p>
<p class="isSelectedEnd"><span style="color: #999999;"><strong>Migalhas — STJ mantém condenação de condomínio por furto dentro de apartamento</strong></span><br />
<span style="color: #999999;"><a style="color: #999999;" href="https://www.migalhas.com.br/quentes/463851/stj-mantem-condenacao-de-condominio-por-furto-dentro-de-apartamento" data-rich-text-autolink="">https://www.migalhas.com.br/quentes/463851/stj-mantem-condenacao-de-condominio-por-furto-dentro-de-apartamento</a></span></p>
<p class="isSelectedEnd"><span style="color: #999999;"><strong>SIPCES — STJ mantém condenação de condomínio por furto dentro de apartamento</strong></span><br />
<span style="color: #999999;"><a style="color: #999999;" href="https://sipces.org.br/artigo.php?id=24475" data-rich-text-autolink="">https://sipces.org.br/artigo.php?id=24475</a></span></p>
<p class="isSelectedEnd"><span style="color: #999999;"><strong>Superior Tribunal de Justiça — REsp 2.264.505</strong></span><br />
<span style="color: #999999;">Processo julgado pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><strong>Presidência da República — Código Civil — Lei nº 10.406/2002</strong></span><br />
<span style="color: #999999;"><a style="color: #999999;" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm" data-rich-text-autolink="">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm</a></span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">responsabilidade por furto em apartamento</span></p>
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