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	<title>Arquivo de condomínio pode proibir Airbnb - Síndico Transparente</title>
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	<title>Arquivo de condomínio pode proibir Airbnb - Síndico Transparente</title>
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		<title>Airbnb em condomínio: o que muda com a decisão do STJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sindico Transparente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 23:28:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AIRBNB EM CONDOMÍNIOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Airbnb em condomínio &#8211; o que muda com STJ Airbnb em condomínio voltou ao centro das discussões depois que a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o uso de imóveis residenciais para estadias de curta temporada, como ocorre em plataformas digitais, depende de aprovação do condomínio quando houver alteração da destinação residencial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="1607" data-end="2085"><span style="color: #ffffff;">Airbnb em condomínio &#8211; o que muda com STJ</span></p>
<p data-start="1607" data-end="2085"><strong data-start="1607" data-end="1631">Airbnb em condomínio</strong> voltou ao centro das discussões depois que a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o uso de imóveis residenciais para estadias de curta temporada, como ocorre em plataformas digitais, depende de aprovação do condomínio quando houver alteração da destinação residencial do prédio. Segundo o STJ, essa autorização deve ocorrer em assembleia, com aprovação de pelo menos dois terços dos condôminos.</p>
<p data-start="2087" data-end="2369">A decisão, tomada em 7 de maio de 2026 no REsp 2.121.055, impacta diretamente síndicos, conselhos, proprietários e moradores. Afinal, muitos condomínios convivem com dúvidas sobre segurança, circulação de terceiros, barulho, uso das áreas comuns e limites do direito de propriedade.</p>
<p data-start="2371" data-end="2547">Neste artigo, você vai entender o que foi decidido, o que muda na prática e quais cuidados o síndico deve adotar antes de permitir, restringir ou regulamentar esse tipo de uso.</p>
<h2 data-section-id="1u0oho2" data-start="2549" data-end="2570">Resumo em 5 pontos</h2>
<ol data-start="2572" data-end="3139">
<li data-section-id="1t96hat" data-start="2572" data-end="2693">O STJ decidiu que estadias de curta temporada em condomínios residenciais podem depender de aprovação do condomínio.</li>
<li data-section-id="ceus8p" data-start="2694" data-end="2824">A aprovação deve observar quórum de dois terços dos condôminos quando houver mudança de destinação da unidade ou do edifício.</li>
<li data-section-id="blbusj" data-start="2825" data-end="2936">A decisão considerou que a exploração frequente e econômica pode descaracterizar a finalidade residencial.</li>
<li data-section-id="18f2rns" data-start="2937" data-end="3049">O síndico não deve agir de forma improvisada: é essencial verificar convenção, regimento e atas anteriores.</li>
<li data-section-id="1x2p2gk" data-start="3050" data-end="3139">A melhor saída é tratar o tema em assembleia, com comunicação clara e registro formal.</li>
</ol>
<p><span style="color: #ffffff;">Airbnb em condomínio &#8211; o que muda com STJ</span></p>
<h2 data-section-id="1vzbeg7" data-start="3141" data-end="3192">Airbnb em condomínio: qual foi a decisão do STJ?</h2>
<p data-start="3194" data-end="3576">A Segunda Seção do STJ definiu que a oferta de imóvel residencial em plataformas como Airbnb exige aprovação do condomínio quando a prática configurar uso para estadias de curta temporada e alterar a destinação residencial do empreendimento. A Corte entendeu que a exploração econômica ou profissional do imóvel pode mudar a dinâmica do prédio.</p>
<p data-start="3578" data-end="3914">O julgamento envolveu um condomínio residencial de Minas Gerais. A proprietária queria disponibilizar sua unidade em plataforma digital sem autorização condominial. O condomínio, por outro lado, alegou que a prática não estava prevista na convenção e descaracterizava o uso residencial do edifício.</p>
<p data-start="3916" data-end="4147">Por maioria, o STJ manteve o entendimento contrário à proprietária. De acordo com a cobertura do Poder360, o julgamento terminou por 5 votos a 4, prevalecendo o voto da ministra Nancy Andrighi.</p>
<p data-start="4149" data-end="4384">Na prática, a decisão fortalece a necessidade de o condomínio tratar o tema de forma coletiva, especialmente quando a locação de curta duração gera alta rotatividade, impacto na segurança ou mudança perceptível na rotina dos moradores.</p>
<h2 data-section-id="7wfrfg" data-start="4386" data-end="4452">Airbnb em condomínio: o que significa aprovação de dois terços?</h2>
<p data-start="4454" data-end="4718">A aprovação de dois terços dos condôminos está ligada à mudança de destinação do edifício ou da unidade imobiliária. O STJ citou o artigo 1.351 do Código Civil, que exige esse quórum para alteração da destinação do condomínio.</p>
<p data-start="4720" data-end="5059">Isso não significa que qualquer visita, locação tradicional ou uso eventual do imóvel precise passar por assembleia. O ponto central é outro: quando o uso da unidade deixa de funcionar como moradia e passa a operar como estadia curta, com circulação constante de pessoas, o condomínio pode entender que há desvio da finalidade residencial.</p>
<p data-start="5061" data-end="5211">Por isso, o síndico deve evitar interpretações apressadas. Antes de aplicar multa, impedir acesso ou notificar proprietários, é recomendável analisar:</p>
<ul data-start="5213" data-end="5423">
<li data-section-id="sehyjj" data-start="5213" data-end="5236">o texto da convenção;</li>
<li data-section-id="9ethml" data-start="5237" data-end="5259">o regimento interno;</li>
<li data-section-id="pllshu" data-start="5260" data-end="5293">atas de assembleias anteriores;</li>
<li data-section-id="1jzpf41" data-start="5294" data-end="5321">histórico de reclamações;</li>
<li data-section-id="1nopb7v" data-start="5322" data-end="5348">frequência da atividade;</li>
<li data-section-id="1irfzew" data-start="5349" data-end="5386">impactos na segurança e no sossego;</li>
<li data-section-id="l3zou3" data-start="5387" data-end="5423">orientação jurídica especializada.</li>
</ul>
<p data-start="5425" data-end="5507">Essa cautela reduz conflitos e aumenta a chance de uma decisão condominial sólida.</p>
<p data-start="5425" data-end="5507"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="https://sindicotransparente.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Airbnb-em-Condominios-STJ.jpg" alt="Airbnb em condomínio - o que muda com STJ" width="500" height="333" /></p>
<h2 data-section-id="15iofj8" data-start="5509" data-end="5557">Airbnb é locação por temporada ou hospedagem?</h2>
<p data-start="5559" data-end="5605">Esse é um dos pontos mais sensíveis do debate.</p>
<p data-start="5607" data-end="5911">No voto vencedor, a ministra Nancy Andrighi afirmou que contratos intermediados por plataformas digitais não são, por si só, locação residencial comum nem hotelaria. Segundo o STJ, eles podem ser considerados contratos atípicos, dependendo da forma de uso do imóvel.</p>
<p data-start="5913" data-end="6034">Em outras palavras, a plataforma usada não define sozinha a natureza da atividade. O que importa é o conjunto da prática.</p>
<p data-start="6036" data-end="6339">Um imóvel alugado ocasionalmente por temporada pode ter uma análise diferente de uma unidade usada de forma contínua, profissionalizada e com alta rotatividade de hóspedes. Além disso, a ausência ou presença de serviços semelhantes aos de hospedagem também pode influenciar a avaliação do caso concreto.</p>
<p data-start="6341" data-end="6388">Para o condomínio, a pergunta prática deve ser:</p>
<p data-start="6390" data-end="6490"><strong data-start="6390" data-end="6490">A unidade continua sendo usada como moradia ou virou uma operação recorrente de estadias curtas?</strong></p>
<p data-start="6492" data-end="6596">Essa diferença é importante para orientar assembleias, notificações e eventuais medidas administrativas.</p>
<h2 data-section-id="1ot729h" data-start="6598" data-end="6645">Como essa decisão afeta síndicos e moradores</h2>
<p data-start="6647" data-end="6848">A decisão do STJ traz um recado claro: o tema não deve ser tratado apenas como uma escolha individual do proprietário. Em condomínios residenciais, o uso de uma unidade pode afetar toda a coletividade.</p>
<p data-start="6850" data-end="7064">Para o síndico, isso significa mais responsabilidade na condução do assunto. Ele deve equilibrar o direito de propriedade com a segurança, o sossego e a destinação residencial prevista nos documentos do condomínio.</p>
<p data-start="7066" data-end="7252">Para moradores, a decisão reforça o direito de discutir o tema em assembleia. Afinal, a entrada frequente de pessoas sem vínculo com o condomínio pode gerar preocupações legítimas, como:</p>
<ul data-start="7254" data-end="7513">
<li data-section-id="1yire86" data-start="7254" data-end="7295">aumento da circulação nas áreas comuns;</li>
<li data-section-id="1ckixig" data-start="7296" data-end="7348">maior demanda sobre portaria e controle de acesso;</li>
<li data-section-id="1j3hp3u" data-start="7349" data-end="7392">dúvidas sobre responsabilidade por danos;</li>
<li data-section-id="kkh24f" data-start="7393" data-end="7459">uso inadequado de piscina, academia, salão de festas ou garagem;</li>
<li data-section-id="u99wkg" data-start="7460" data-end="7486">reclamações por barulho;</li>
<li data-section-id="1ic8tha" data-start="7487" data-end="7513">sensação de insegurança.</li>
</ul>
<p data-start="7515" data-end="7695">No entanto, também existem proprietários que veem a locação de curta temporada como uma fonte legítima de renda. Por isso, o debate precisa ser técnico, transparente e documentado.</p>
<h2 data-section-id="1xr22iw" data-start="7697" data-end="7749">O condomínio pode proibir Airbnb automaticamente?</h2>
<p data-start="7751" data-end="7846">Não é recomendável tratar a decisão como uma autorização para proibir tudo de forma automática.</p>
<p data-start="7848" data-end="8112">O STJ decidiu um caso específico e firmou entendimento importante, mas cada condomínio deve observar seus próprios documentos e a realidade do empreendimento. A convenção pode permitir, restringir ou ser silenciosa sobre locação por temporada e hospedagens curtas.</p>
<p data-start="8114" data-end="8435">Além disso, o próprio debate jurídico envolveu divergência. Conforme o Poder360, os ministros divergentes defenderam que a locação por temporada não transforma automaticamente o imóvel em atividade comercial e que eventual restrição deveria estar prevista expressamente na convenção.</p>
<p data-start="8437" data-end="8471">Portanto, a postura mais segura é:</p>
<ol data-start="8473" data-end="8654">
<li data-section-id="7wezgj" data-start="8473" data-end="8498">verificar a convenção;</li>
<li data-section-id="7fgflf" data-start="8499" data-end="8532">consultar assessoria jurídica;</li>
<li data-section-id="1t9qyoy" data-start="8533" data-end="8556">convocar assembleia;</li>
<li data-section-id="1dvwkk4" data-start="8557" data-end="8590">deliberar com quórum adequado;</li>
<li data-section-id="n7k7gz" data-start="8591" data-end="8621">registrar a decisão em ata;</li>
<li data-section-id="1g0l44x" data-start="8622" data-end="8654">comunicar todos os moradores.</li>
</ol>
<p data-start="8656" data-end="8732">Esse caminho evita decisões personalistas e reduz o risco de judicialização.</p>
<p data-start="8656" data-end="8732"><span style="color: #ffffff;">Airbnb em condomínio &#8211; o que muda com STJ</span></p>
<h2 data-section-id="3fm1v9" data-start="8734" data-end="8775">Como implementar a regra no condomínio</h2>
<p data-start="8777" data-end="8899">A decisão do STJ não elimina a necessidade de gestão. Pelo contrário, ela exige mais organização do síndico e do conselho.</p>
<h3 data-section-id="hon8zl" data-start="8901" data-end="8951">Verifique a convenção e o regimento interno</h3>
<p data-start="8953" data-end="9027">O primeiro passo é ler os documentos do condomínio. Procure trechos sobre:</p>
<ul data-start="9029" data-end="9218">
<li data-section-id="108t2kd" data-start="9029" data-end="9054">destinação residencial;</li>
<li data-section-id="kdrrwh" data-start="9055" data-end="9079">locação por temporada;</li>
<li data-section-id="1tm5pko" data-start="9080" data-end="9093">hospedagem;</li>
<li data-section-id="6w9pq9" data-start="9094" data-end="9117">uso das áreas comuns;</li>
<li data-section-id="nk1ylv" data-start="9118" data-end="9143">cadastro de visitantes;</li>
<li data-section-id="4cmfv" data-start="9144" data-end="9158">penalidades;</li>
<li data-section-id="14bbudx" data-start="9159" data-end="9184">perturbação do sossego;</li>
<li data-section-id="1ovag47" data-start="9185" data-end="9218">segurança e controle de acesso.</li>
</ul>
<p data-start="9220" data-end="9324">Caso a convenção seja antiga ou silenciosa, o tema deve ser levado à assembleia com orientação jurídica.</p>
<h3 data-section-id="6a1fe9" data-start="9326" data-end="9363">Reúna documentos e ocorrências</h3>
<p data-start="9365" data-end="9478">Antes de convocar assembleia, organize as informações. Isso ajuda a evitar discussões baseadas apenas em opinião.</p>
<p data-start="9480" data-end="9502">O síndico pode reunir:</p>
<ul data-start="9504" data-end="9738">
<li data-section-id="15xl589" data-start="9504" data-end="9530">reclamações registradas;</li>
<li data-section-id="sa8ppr" data-start="9531" data-end="9557">ocorrências de portaria;</li>
<li data-section-id="1d2kkn" data-start="9558" data-end="9582">relatos sobre barulho;</li>
<li data-section-id="160p6u9" data-start="9583" data-end="9607">danos em áreas comuns;</li>
<li data-section-id="1398vh4" data-start="9608" data-end="9649">problemas de identificação de hóspedes;</li>
<li data-section-id="4c2toy" data-start="9650" data-end="9693">dificuldade de contato com proprietários;</li>
<li data-section-id="1h0fn4q" data-start="9694" data-end="9738">dúvidas sobre uso de vagas e áreas comuns.</li>
</ul>
<p data-start="9740" data-end="9856">O objetivo não é perseguir proprietários. A finalidade é demonstrar o impacto real da prática na rotina condominial.</p>
<h3 data-section-id="1krvy3f" data-start="9858" data-end="9892">Leve o tema para assembleia</h3>
<p data-start="9894" data-end="10010">A assembleia deve ter pauta clara. Evite expressões vagas como “assuntos gerais” para decidir um tema tão relevante.</p>
<p data-start="10012" data-end="10035">Uma boa pauta pode ser:</p>
<p data-start="10037" data-end="10237"><strong data-start="10037" data-end="10237">“Deliberação sobre autorização, restrição ou regulamentação de estadias de curta temporada em unidades residenciais, incluindo plataformas digitais como Airbnb, conforme destinação do condomínio.”</strong></p>
<p data-start="10239" data-end="10345">Essa clareza ajuda os moradores a entenderem a importância da reunião e reduz questionamentos posteriores.</p>
<h3 data-section-id="clg85n" data-start="10347" data-end="10385">Registre a decisão corretamente</h3>
<p data-start="10387" data-end="10432">A ata precisa ser objetiva. Ela deve indicar:</p>
<ul data-start="10434" data-end="10663">
<li data-section-id="18qgah0" data-start="10434" data-end="10463">data e local da assembleia;</li>
<li data-section-id="e3nfb" data-start="10464" data-end="10483">pauta deliberada;</li>
<li data-section-id="ryciby" data-start="10484" data-end="10506">número de presentes;</li>
<li data-section-id="kpqi82" data-start="10507" data-end="10526">quórum alcançado;</li>
<li data-section-id="bwnawi" data-start="10527" data-end="10550">resultado da votação;</li>
<li data-section-id="1w4k6z5" data-start="10551" data-end="10568">texto aprovado;</li>
<li data-section-id="ebcyhk" data-start="10569" data-end="10601">eventuais regras de transição;</li>
<li data-section-id="6b0vvt" data-start="10602" data-end="10625">prazo para adequação;</li>
<li data-section-id="182turt" data-start="10626" data-end="10663">forma de comunicação aos moradores.</li>
</ul>
<p data-start="10665" data-end="10802">Quando houver alteração de convenção, o condomínio deve seguir os procedimentos formais aplicáveis, incluindo registro quando necessário.</p>
<h3 data-section-id="1klqa4l" data-start="10804" data-end="10846">Comunique moradores e proprietários</h3>
<p data-start="10848" data-end="10989">Depois da assembleia, envie comunicado claro. Explique o que foi decidido, quando a regra começa a valer e quais providências serão adotadas.</p>
<p data-start="10991" data-end="11150">A comunicação deve evitar tom de ameaça. O ideal é orientar primeiro e aplicar penalidades apenas quando houver descumprimento comprovado e previsão normativa.</p>
<p data-start="10991" data-end="11150"><span style="color: #ffffff;">Airbnb em condomínio &#8211; o que muda com STJ</span></p>
<h2 data-section-id="1j9azf9" data-start="11152" data-end="11196">Erros comuns que o condomínio deve evitar</h2>
<p data-start="11198" data-end="11295">O tema Airbnb em condomínio costuma gerar tensão. Por isso, alguns erros podem piorar a situação.</p>
<p data-start="11297" data-end="11418">O primeiro erro é o síndico decidir sozinho. Mesmo quando há reclamações, a deliberação coletiva é o caminho mais seguro.</p>
<p data-start="11420" data-end="11560">Outro erro é aplicar multa sem previsão clara. Penalidades devem estar amparadas na convenção, no regimento ou em decisão assemblear válida.</p>
<p data-start="11562" data-end="11749">Também é inadequado impedir entrada de hóspedes sem orientação jurídica. O controle de acesso é importante, mas medidas abusivas podem gerar conflito e responsabilidade para o condomínio.</p>
<p data-start="11751" data-end="11885">Além disso, o condomínio não deve copiar regras de outro prédio. Cada empreendimento tem sua convenção, sua estrutura e sua realidade.</p>
<p data-start="11887" data-end="12052">Por fim, é um erro ignorar a comunicação. Moradores e proprietários precisam entender a razão da regra. Quando o processo é transparente, a adesão tende a ser maior.</p>
<p data-start="11887" data-end="12052"><span style="color: #ffffff;">Airbnb em condomínio &#8211; o que muda com STJ</span></p>
<h2 data-section-id="185s98i" data-start="12054" data-end="12092">Modelo de comunicado para moradores</h2>
<p data-start="12094" data-end="12203">Use o modelo abaixo como base. Ajuste conforme a decisão da assembleia e a orientação jurídica do condomínio.</p>
<div class="relative w-full mt-4 mb-1">
<div class="">
<div class="relative">
<div class="h-full min-h-0 min-w-0">
<div class="h-full min-h-0 min-w-0">
<div class="border border-token-border-light border-radius-3xl corner-superellipse/1.1 rounded-3xl">
<div class="h-full w-full border-radius-3xl bg-token-bg-elevated-secondary corner-superellipse/1.1 overflow-clip rounded-3xl lxnfua_clipPathFallback">
<div class="relative">
<div class="pe-11 pt-3">
<div class="relative z-0 flex max-w-full">
<div id="code-block-viewer" class="q9tKkq_viewer cm-editor z-10 light:cm-light dark:cm-light flex h-full w-full flex-col items-stretch ͼd ͼr" dir="ltr">
<div class="cm-scroller">
<pre class="cm-content q9tKkq_readonly m-0"><code>COMUNICADO AOS MORADORES E PROPRIETÁRIOS

Prezados moradores e proprietários,

Informamos que o tema referente ao uso de unidades residenciais para estadias de curta temporada, inclusive por meio de plataformas digitais como Airbnb, será tratado em assembleia condominial específica.

A discussão considera a destinação residencial do condomínio, a segurança dos moradores, o controle de acesso, o uso das áreas comuns e o recente entendimento do Superior Tribunal de Justiça sobre a necessidade de aprovação condominial quando houver alteração da finalidade residencial da unidade ou do edifício.

A pauta da assembleia será:

“Deliberação sobre autorização, restrição ou regulamentação de estadias de curta temporada em unidades residenciais, incluindo plataformas digitais como Airbnb.”

Solicitamos a participação dos proprietários para que a decisão seja tomada de forma coletiva, transparente e de acordo com a convenção do condomínio.

Atenciosamente,

Síndico(a)
Administração do Condomínio
</code></pre>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<h2 data-section-id="h85oci" data-start="13217" data-end="13229">Conclusão</h2>
<p data-start="13231" data-end="13379">A decisão do STJ sobre Airbnb em condomínio reforça a importância da gestão profissional, da assembleia bem conduzida e da comunicação transparente.</p>
<p data-start="13381" data-end="13573">O ponto principal não é criar conflito entre proprietários e moradores. O objetivo é proteger a finalidade residencial do condomínio, garantir segurança jurídica e preservar a boa convivência.</p>
<p data-start="13575" data-end="13752">Para o síndico, o melhor caminho é agir com método: verificar documentos, consultar orientação jurídica, convocar assembleia, respeitar o quórum e registrar tudo de forma clara.</p>
<h2 data-start="13754" data-end="13958">Quer evitar conflitos na gestão condominial?</h2>
<p data-start="13754" data-end="13958">Acompanhe o Blog da Síndico Transparente e confira nossos conteúdos sobre assembleias, comunicação com moradores e boas práticas para síndicos.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<h3 data-section-id="1xxf4ds" data-start="15953" data-end="15960"></h3>
<h3 data-section-id="1xxf4ds" data-start="15953" data-end="15960">FAQ</h3>
<p data-start="15962" data-end="16206"><strong data-start="15962" data-end="16025">1. Airbnb em condomínio precisa de aprovação dos moradores?</strong><br data-start="16025" data-end="16028" />Segundo o STJ, quando o uso da unidade para estadias curtas altera a destinação residencial do condomínio, a prática exige aprovação em assembleia por dois terços dos condôminos.</p>
<p data-start="16208" data-end="16400"><strong data-start="16208" data-end="16253">2. O síndico pode proibir Airbnb sozinho?</strong><br data-start="16253" data-end="16256" />Não é o caminho mais seguro. O ideal é verificar a convenção, consultar orientação jurídica e levar o tema para assembleia com pauta específica.</p>
<p data-start="16402" data-end="16587"><strong data-start="16402" data-end="16457">3. A decisão do STJ vale para todos os condomínios?</strong><br data-start="16457" data-end="16460" />A decisão uniformiza entendimento importante, mas cada condomínio deve analisar sua convenção, seu regimento e o caso concreto.</p>
<p data-start="16589" data-end="16813"><strong data-start="16589" data-end="16650">4. Locação por temporada é sempre proibida em condomínio?</strong><br data-start="16650" data-end="16653" />Não. O problema surge quando a prática descaracteriza a finalidade residencial, gera alta rotatividade ou funciona como exploração frequente de estadias curtas.</p>
<p data-start="16815" data-end="17005"><strong data-start="16815" data-end="16883">5. Qual quórum é necessário para autorizar Airbnb em condomínio?</strong><br data-start="16883" data-end="16886" />O STJ indicou aprovação por dois terços dos condôminos quando houver alteração de destinação do edifício ou da unidade.</p>
<p data-start="17007" data-end="17193"><strong data-start="17007" data-end="17050">6. O que o condomínio deve fazer agora?</strong><br data-start="17050" data-end="17053" />Deve revisar seus documentos, organizar informações, convocar assembleia e comunicar a decisão de forma clara aos moradores e proprietários.</p>
<p data-start="13754" data-end="13958"><span style="color: #808080;">Fonte: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/paginas/comunicacao/noticias/2026/07052026-oferta-de-imovel-em-plataformas-como-airbnb-exige-aprovacao-do-condominio&#8211;define-segunda-secao.aspx</span></p>
<p><iframe title="Airbnb em condomínios: seu condomínio pode proibir?" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/idgr6zvsScE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p data-start="13754" data-end="13958"><span style="color: #ffffff;">Airbnb em condomínio &#8211; o que muda com STJ</span></p>
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		<title>Maiores problemas em condomínio e soluções: Guia Completo para Síndicos e Moradores</title>
		<link>https://sindicotransparente.com.br/problemas-em-condominio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sindico Transparente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 18:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CONVIVÊNCIA E SOLUÇÃO DE CONFLITOS]]></category>
		<category><![CDATA[PROBLEMAS EM CONDOMÍNIOS]]></category>
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		<category><![CDATA[adaptações para PCD]]></category>
		<category><![CDATA[Airbnb no condomínio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maiores problemas em condomínios Se desejar Escute o Podcast completo sobre o tema AQUI Viver em condomínio é, ao mesmo tempo, prazeroso e desafiador. Enquanto a vida em comunidade traz segurança, infraestrutura e um senso de coletividade, também exige que moradores e síndicos aprendam a lidar com conflitos de convivência. Os especialistas em direito condominial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="106" data-end="511"><span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://spotifycreators-web.app.link/e/FgRueXufC4b">Se desejar Escute o Podcast completo sobre o tema AQUI</a></span></h2>
<p data-start="69" data-end="976">Viver em condomínio é, ao mesmo tempo, prazeroso e desafiador. Enquanto a vida em comunidade traz segurança, infraestrutura e um senso de coletividade, também exige que moradores e síndicos aprendam a lidar com conflitos de convivência. Os especialistas em direito condominial costumam resumir os principais motivos de briga como os <strong data-start="402" data-end="410">5 Cs</strong>: <strong data-start="412" data-end="455">cachorro, criança, cano, carro e calote</strong>. Contudo, os problemas dos condomínios em 2025 vão muito além dessas categorias tradicionais. Os moradores convivem com novas realidades — como a locação de imóveis via plataformas digitais, a crescente presença de veículos elétricos e bicicletas com baterias de íon‑lítio, o home office e a necessidade de práticas sustentáveis. Este guia reúne todas essas questões, explica a legislação aplicável e fornece dicas práticas para que síndicos e condôminos possam conviver em harmonia.</p>
<h2 data-start="1811" data-end="1858">Principais fontes de conflito em condomínios</h2>
<p data-start="1860" data-end="2883">Há décadas os especialistas apontam que as maiores fontes de conflito em condomínios giram em torno dos “5 Cs”: <strong data-start="1972" data-end="2015">cachorro, criança, cano, carro e calote.</strong> Esse resumo funciona como um lembrete de que pequenas atitudes podem tirar o sossego da comunidade, seja um animal que late à noite, crianças brincando em horários indevidos, vazamentos que atingem o vizinho, carros mal estacionados ou o problema da inadimplência. A legislação brasileira, especialmente o novo Código Civil de 2002 e a Lei 4.591/1964, trouxe regras gerais sobre a administração e a convivência em condomínios, mas na prática o consenso depende do bom senso e da elaboração de regulamentos internos claros. Além dessas categorias clássicas, a era digital trouxe novos desafios: plataformas de hospedagem temporária, bicicletas elétricas, teletrabalho e a necessidade de espaços para pequenos negócios dentro de casa. Este guia detalha cada um desses tópicos e sugere soluções.</p>
<p data-start="1860" data-end="2883"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<p data-start="1860" data-end="2883"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://sindicotransparente.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Cachorros.jpg" alt="Maiores problemas em condomínios" width="556" height="225" /></p>
<p data-start="1860" data-end="2883"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="2885" data-end="2892">Pets</h2>
<p data-start="2894" data-end="3401">Os pets continuam no topo da lista de reclamações dos moradores, principalmente por conta de barulho, sujeira ou medo de animais soltos. A legislação evoluiu bastante e, hoje, a jurisprudência brasileira entende que condomínios não podem proibir animais de estimação se não houver risco comprovado à saúde ou segurança. Entretanto, a ausência de regras pode gerar conflitos: por onde o animal entra ou sai? Precisa usar focinheira? É permitido circular nas áreas comuns?</p>
<p data-start="3403" data-end="3535">Para evitar problemas, o <strong data-start="3428" data-end="3449">regimento interno</strong> deve ser claro e atualizado. Dentre as boas práticas para síndicos e moradores estão:</p>
<ul data-start="3537" data-end="4250">
<li data-start="3537" data-end="3705">
<p data-start="3539" data-end="3705"><strong data-start="3539" data-end="3571">Definir rotas de circulação:</strong> alguns edifícios determinam que animais entrem e saiam pela garagem ou por um elevador específico, evitando cruzar as áreas de lazer.</p>
</li>
<li data-start="3706" data-end="3892">
<p data-start="3708" data-end="3892"><strong data-start="3708" data-end="3740">Uso de coleira e focinheira:</strong> em cães de médio e grande porte, é aconselhável estipular o uso de coleira curta e, quando necessário, focinheira.</p>
</li>
<li data-start="3893" data-end="4053">
<p data-start="3895" data-end="4053"><strong data-start="3895" data-end="3927">Limpeza imediata de dejetos:</strong> o tutor deve portar sacos plásticos para recolher as fezes do animal e limpar eventuais sujeiras em corredores ou elevadores.</p>
</li>
<li data-start="4054" data-end="4250">
<p data-start="4056" data-end="4250"><strong data-start="4056" data-end="4083">Fiscalização de ruídos:</strong> latidos frequentes podem ser considerados barulho excessivo e, se o tutor não adotar medidas para reduzir o incômodo, pode ser multado conforme previsto no regimento.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="4252" data-end="4471">Além disso, é recomendável que o condomínio disponha de <strong data-start="4308" data-end="4340">campanhas de conscientização</strong>, explicando os direitos e deveres de quem possui pets, e que o síndico registre as reclamações para amparar eventuais penalidades.</p>
<h2 data-start="4473" data-end="4484">Crianças</h2>
<p data-start="4486" data-end="4979">Condomínios familiares precisam oferecer espaço e segurança para crianças. Quando não há áreas de lazer adequadas, os pequenos improvisam e brincam em corredores, garagens e até nas escadas, causando riscos e barulho. A primeira medida sugerida pelos especialistas é <strong data-start="4753" data-end="4799">criar espaços de convivência para crianças</strong>, como brinquedotecas, parquinhos ou uso de áreas desocupadas para brincadeiras. Quando existe esse espaço, as chances de reclamações diminuem.</p>
<p data-start="4981" data-end="5386">Outra ideia que tem ganhado força é a figura do <strong data-start="5029" data-end="5048">“síndico mirim”</strong>. O conceito, citado no artigo do Síndico Transparente, consiste em eleger uma criança para representar os interesses dos pequenos e dialogar com o síndico adulto. Essa participação incentiva o senso de responsabilidade entre as crianças e facilita a solução de conflitos, pois elas se sentem ouvidas.</p>
<p data-start="5388" data-end="5418">Para complementar essas ações:</p>
<ul data-start="5420" data-end="5747">
<li data-start="5420" data-end="5534">
<p data-start="5422" data-end="5534"><strong data-start="5422" data-end="5476">Definir horários para brincadeiras em áreas comuns</strong>, respeitando a lei do silêncio e o descanso dos vizinhos.</p>
</li>
<li data-start="5535" data-end="5640">
<p data-start="5537" data-end="5640"><strong data-start="5537" data-end="5578">Garantir segurança nas áreas de lazer</strong>, com piso adequado, telas de proteção e manutenção frequente.</p>
</li>
<li data-start="5641" data-end="5747">
<p data-start="5643" data-end="5747"><strong data-start="5643" data-end="5676">Envolver os pais nas decisões</strong> e sugerir que eles orientem seus filhos sobre as regras do condomínio.</p>
</li>
</ul>
<h2 data-start="5749" data-end="5774">Calote (inadimplência)</h2>
<p data-start="5776" data-end="6446">A inadimplência — popularmente chamada de “calote” — é uma das maiores dores de cabeça do síndico, porque impacta a saúde financeira do condomínio e prejudica quem paga em dia. A cobrança deve seguir um procedimento formal para resguardar o condomínio e evitar litígios. O artigo do Síndico Transparente sugere que a primeira medida é <strong data-start="6111" data-end="6154">enviar uma carta de cobrança ao devedor</strong>, preferencialmente assinada pelo síndico ou pela administradora. Se a carta não surtir efeito, o próximo passo é enviar uma <strong data-start="6316" data-end="6370">notificação extrajudicial com prazo para pagamento</strong>, via correio com Aviso de Recebimento.</p>
<p data-start="6448" data-end="6850">Comprovado o recebimento e persistindo a dívida, o síndico pode <strong data-start="6512" data-end="6534">protestar a dívida</strong> e, por fim, <strong data-start="6547" data-end="6569">ajuizar a cobrança</strong>. O Código Civil e a lei dos condomínios autorizam o condomínio a aplicar juros, multa e até impedir o inadimplente de votar em assembleias, mas é importante que todas as penalidades estejam descritas na convenção. Outras medidas úteis incluem:</p>
<ul data-start="6852" data-end="7220">
<li data-start="6852" data-end="6978">
<p data-start="6854" data-end="6978"><strong data-start="6854" data-end="6902">Criar uma política de incentivo ao pagamento</strong>, oferecendo descontos para quitação antecipada ou negociando parcelamentos.</p>
</li>
<li data-start="6979" data-end="7063">
<p data-start="6981" data-end="7063"><strong data-start="6981" data-end="7027">Usar boletos e meios de pagamento digitais</strong> para facilitar a vida do condômino.</p>
</li>
<li data-start="7064" data-end="7220">
<p data-start="7066" data-end="7220"><strong data-start="7066" data-end="7106">Expor a inadimplência de forma ética</strong>, sem constranger o devedor. Por exemplo, mostrar números gerais de inadimplência nas assembleias sem citar nomes.</p>
</li>
</ul>
<h2 data-start="7222" data-end="7243">Canos e vazamentos</h2>
<p data-start="7245" data-end="7703">Problemas hidráulicos são invisíveis até que um vazamento atinge o apartamento do vizinho. Como as tubulações ficam embutidas em paredes e lajes, o morador muitas vezes percebe o problema apenas quando o dano já se espalhou. O artigo de referência explica que, ao identificar um vazamento, é essencial <strong data-start="7547" data-end="7607">localizar a origem e solucioná-lo o mais rápido possível</strong>. Isso evita que o dano se alastre e reduz o custo total.</p>
<p data-start="7705" data-end="8235">A responsabilidade pela manutenção varia conforme a origem do defeito. <strong data-start="7776" data-end="7833">Quando o vazamento vem da ramificação geral do prédio</strong>, o condomínio é responsável pelo reparo e deve tomar providências imediatas. Se o síndico for omisso, o morador prejudicado pode contratar o serviço e posteriormente cobrar o condomínio. Por outro lado, <strong data-start="8076" data-end="8129">quando o vazamento ocorre na tubulação da unidade</strong>, a obrigação de reparar é do proprietário. Para evitar discussões:</p>
<ul data-start="8237" data-end="8602">
<li data-start="8237" data-end="8346">
<p data-start="8239" data-end="8346"><strong data-start="8239" data-end="8276">Tenha um cadastro das instalações</strong> hidráulicas do prédio, incluindo plantas e registros das manutenções.</p>
</li>
<li data-start="8347" data-end="8438">
<p data-start="8349" data-end="8438"><strong data-start="8349" data-end="8404">Verifique periodicamente os hidrômetros e medidores</strong> para identificar consumo atípico.</p>
</li>
<li data-start="8439" data-end="8602">
<p data-start="8441" data-end="8602"><strong data-start="8441" data-end="8465">Oriente os moradores</strong> sobre como proceder quando houver um vazamento dentro do apartamento: fechar registros, avisar a administradora e registrar o incidente.<br />
<span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://sindicotransparente.com.br/wp-content/uploads/2016/09/Garagem-de-condominio-Problemas.jpg" alt="Maiores problemas em condomínios" width="449" height="342" /></p>
<p><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="8604" data-end="8623">Carros e garagem</h2>
<p data-start="8625" data-end="9092">A área de garagem é palco de inúmeras discussões: vagas apertadas, vizinhos que param fora do limite, arranhões não identificados e alta velocidade. Segundo o artigo base, é fundamental que o <strong data-start="8817" data-end="8860">regulamento interno traga regras claras</strong> e criativas sobre a circulação e estacionamento de veículos. Essas regras devem incluir limites de velocidade, proibição de buzinas, determinação de vagas e penalidades para quem desrespeitar.</p>
<p data-start="9094" data-end="9130">Outras sugestões relevantes incluem:</p>
<ul data-start="9132" data-end="9553">
<li data-start="9132" data-end="9299">
<p data-start="9134" data-end="9299"><strong data-start="9134" data-end="9165">Adaptação do estacionamento</strong> com manobristas ou sistemas de duplicação de vagas, especialmente em prédios com pouco espaço.</p>
</li>
<li data-start="9300" data-end="9419">
<p data-start="9302" data-end="9419"><strong data-start="9302" data-end="9356">Definir critérios de uso das vagas para visitantes</strong>, evitando que moradores cedam suas vagas de forma desordenada.</p>
</li>
<li data-start="9420" data-end="9553">
<p data-start="9422" data-end="9553"><strong data-start="9422" data-end="9457">Organizar a sinalização interna</strong>, com pinturas e placas que indiquem entradas, saídas, sentido de circulação e vagas acessíveis.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="9555" data-end="9798">Problemas com carros vão além da garagem. Muitos condôminos usam as vagas como depósito, estacionam veículos em áreas proibidas ou lavam carros em locais indevidos. O regimento interno deve proibir essas práticas e prever advertência ou multa.</p>
<h2 data-start="9800" data-end="9825">Comércio e home office</h2>
<p data-start="9827" data-end="10377">A popularização do <strong data-start="9846" data-end="9884">Microempreendedor Individual (MEI)</strong> e o avanço do <strong data-start="9899" data-end="9918">trabalho remoto</strong> fizeram com que muitos profissionais passassem a atender clientes em casa. Essa tendência se intensificou durante a pandemia de COVID‑19 e continuou nos anos seguintes. O artigo do Síndico Transparente observa que, embora essa prática seja conveniente, ela <strong data-start="10176" data-end="10211">pode trazer riscos de segurança</strong> para os moradores. Afinal, o fluxo de clientes estranhos aumenta, e algumas atividades profissionais podem incomodar vizinhos.</p>
<p data-start="10379" data-end="10618">A Lei do Inquilinato e o Código Civil permitem o uso da unidade para fins residenciais. Caso a convenção do condomínio seja silenciosa, pequenos negócios geralmente são permitidos desde que não gerem incômodos. Para lidar com essa questão:</p>
<ul data-start="10620" data-end="11155">
<li data-start="10620" data-end="10870">
<p data-start="10622" data-end="10870"><strong data-start="10622" data-end="10654">Verifique a legislação local</strong>: alguns municípios restringem determinadas atividades em condomínios residenciais. Profissões que geram riscos (consultórios médicos, cozinhas industriais) podem ser proibidas.</p>
</li>
<li data-start="10871" data-end="11026">
<p data-start="10873" data-end="11026"><strong data-start="10873" data-end="10905">Atualize o regimento interno</strong>, especificando que atividades são permitidas e que tipo de controle de acesso será aplicado para visitantes de negócios.</p>
</li>
<li data-start="11027" data-end="11155">
<p data-start="11029" data-end="11155"><strong data-start="11029" data-end="11070">Mantenha um cadastro de profissionais</strong> que atendem em casa, com horário de funcionamento e regras de entrada para clientes.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="11157" data-end="11262">Assim, o condomínio equilibra o direito de propriedade do morador com a segurança e o bem‑estar coletivo.</p>
<p data-start="11157" data-end="11262"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="11264" data-end="11281">Acessibilidade</h2>
<p data-start="11283" data-end="11906">Promover a acessibilidade é mais do que cumprir a lei: é garantir dignidade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O Decreto 5.296/2004 determina que prédios privados e públicos devem ser adaptados para garantir o livre acesso. O prazo legal para adaptações se encerrou em 2008, mas muitas edificações ainda não estão adequadas. A Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI) destaca que alguns edifícios não têm condições arquitetônicas para grandes reformas, mas <strong data-start="11815" data-end="11866">não podem privar uma pessoa da livre circulação</strong>.</p>
<p data-start="11908" data-end="11958">Para cumprir a legislação e proporcionar inclusão:</p>
<ul data-start="11960" data-end="12319">
<li data-start="11960" data-end="12089">
<p data-start="11962" data-end="12089"><strong data-start="11962" data-end="12007">Instale rampas ou plataformas elevatórias</strong> nas entradas, permitindo o acesso de cadeirantes e pessoas com carrinhos de bebê.</p>
</li>
<li data-start="12090" data-end="12215">
<p data-start="12092" data-end="12215"><strong data-start="12092" data-end="12119">Modernize os elevadores</strong> para que atendam às normas da ABNT, com botões em braile, altura adequada e sinalização sonora.</p>
</li>
<li data-start="12216" data-end="12319">
<p data-start="12218" data-end="12319"><strong data-start="12218" data-end="12253">Adapte banheiros e áreas comuns</strong>, com barras de apoio, pisos antiderrapantes e portas mais largas.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="12321" data-end="12475">O assunto deve sempre estar na pauta das assembleias. Embora as obras possam exigir investimento, elas valorizam o patrimônio e ampliam o acesso de todos.</p>
<p data-start="12321" data-end="12475"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="12477" data-end="12505">Barulho e lei do silêncio</h2>
<p data-start="12507" data-end="13060">Poucos temas causam tanta discórdia quanto o barulho. Pisos de salto, crianças correndo, festas de madrugada e reformas barulhentas geram reclamações frequentes. O artigo base recomenda que o condomínio <strong data-start="12710" data-end="12775">crie um regulamento interno determinando horários de silêncio</strong>, limites de decibéis e penalidades para infratores. Em alguns estados, existem leis específicas fixando limites; no Rio de Janeiro, por exemplo, o barulho em áreas residenciais não pode exceder 35 decibéis.</p>
<p data-start="13062" data-end="13719">Além das leis locais, a <strong data-start="13086" data-end="13122">Norma Brasileira NBR 10.151/2000</strong> (atualizada em 2019) da Associação Brasileira de Normas Técnicas fixa um limite de <strong data-start="13206" data-end="13281">55 decibéis durante o dia (7h às 20h) e 50 decibéis à noite (20h às 7h)</strong>. A Lei de Contravenções Penais estabelece que perturbar o trabalho ou o sossego alheio é contravenção sujeita a multa ou prisão. A variação dos limites de ruído muda de cidade para cidade: em São Paulo o limite diurno é 71 dB e o noturno 59 dB, enquanto no Rio de Janeiro o tolerável chega a 50 dB em áreas residenciais.</p>
<p data-start="13721" data-end="13749">Para administrar o problema:</p>
<ul data-start="13751" data-end="14147">
<li data-start="13751" data-end="13849">
<p data-start="13753" data-end="13849"><strong data-start="13753" data-end="13794">Defina horários e limites de decibéis</strong> no regimento interno e comunique a todos os moradores.</p>
</li>
<li data-start="13850" data-end="13960">
<p data-start="13852" data-end="13960"><strong data-start="13852" data-end="13892">Exija autorização prévia para festas</strong> e obras que possam gerar barulho, com aviso em murais e elevadores.</p>
</li>
<li data-start="13961" data-end="14054">
<p data-start="13963" data-end="14054"><strong data-start="13963" data-end="13991">Adquira medidores de som</strong>, permitindo que o síndico comprove casos de barulho excessivo.</p>
</li>
<li data-start="14055" data-end="14147">
<p data-start="14057" data-end="14147"><strong data-start="14057" data-end="14111">Aplique advertências e multas de forma progressiva</strong>, sempre registrando as ocorrências.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="14149" data-end="14314">Por fim, encoraje os moradores a resolver conflitos de barulho por meio do diálogo antes de acionar o síndico. Muitas vezes uma conversa amigável resolve o problema.</p>
<p data-start="14149" data-end="14314"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="14316" data-end="14359">Drogas, cigarros e substâncias proibidas</h2>
<p data-start="14361" data-end="14918">O consumo de drogas e cigarro dentro do condomínio é motivo de preocupação crescente. Embora o porte de pequenas quantidades de maconha para consumo próprio não seja crime no Brasil, <strong data-start="14544" data-end="14614">o uso em áreas comuns pode ser enquadrado como conduta antissocial</strong>. A administração do prédio pode advertir ou multar o morador e, em casos extremos, convocar uma assembleia para aplicar sanções mais severas. Já a legislação antifumo varia conforme o estado e deve ser observada pelo síndico.</p>
<p data-start="14920" data-end="14934">Recomendações:</p>
<ul data-start="14936" data-end="15422">
<li data-start="14936" data-end="15107">
<p data-start="14938" data-end="15107"><strong data-start="14938" data-end="15003">Proibir o consumo de entorpecentes e cigarro nas áreas comuns</strong> (salão de festas, playground, academia, corredores), salvo em espaços externos definidos para fumantes.</p>
</li>
<li data-start="15108" data-end="15284">
<p data-start="15110" data-end="15284"><strong data-start="15110" data-end="15133">Orientar condôminos</strong> que preferem fumar dentro de suas unidades a instalarem purificadores de ar ou selar janelas para evitar que o cheiro invada os apartamentos vizinhos.</p>
</li>
<li data-start="15285" data-end="15422">
<p data-start="15287" data-end="15422"><strong data-start="15287" data-end="15315">Registrar as ocorrências</strong> e, se necessário, chamar a polícia quando o uso de drogas coloca moradores em risco ou ameaça a segurança.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="15424" data-end="15545">Tratar o tema com sensibilidade e respeito ajuda a manter a convivência harmoniosa sem expor indevidamente os envolvidos.</p>
<p data-start="15424" data-end="15545"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="15547" data-end="15566">Sustentabilidade</h2>
<p data-start="15568" data-end="16037">Sustentabilidade deixou de ser um tema opcional e passou a ser requisito para valorizar o imóvel e reduzir despesas. O artigo do Síndico Transparente lembra que o síndico, como representante de uma pequena comunidade, deve adotar práticas sustentáveis como <strong data-start="15825" data-end="15935">coleta seletiva, reaproveitamento de água, individualização de hidrômetros e instalação de painéis solares</strong>. Tais medidas geram economia e contribuem com o meio ambiente.</p>
<p data-start="16039" data-end="16066">Outras iniciativas incluem:</p>
<ul data-start="16068" data-end="16380">
<li data-start="16068" data-end="16165">
<p data-start="16070" data-end="16165"><strong data-start="16070" data-end="16116">Uso de lâmpadas LED e sensores de presença</strong> em áreas comuns, reduzindo o consumo de energia.</p>
</li>
<li data-start="16166" data-end="16271">
<p data-start="16168" data-end="16271"><strong data-start="16168" data-end="16202">Criação de hortas comunitárias</strong> em terraços ou áreas ociosas, promovendo integração entre moradores.</p>
</li>
<li data-start="16272" data-end="16380">
<p data-start="16274" data-end="16380"><strong data-start="16274" data-end="16346">Instalação de estações de recarga para bicicletas e carros elétricos</strong>, tema que será explorado adiante.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="16382" data-end="16638">Para implementar projetos de sustentabilidade, o síndico deve apresentar estudos de viabilidade e retorno econômico, além de consultar as assembleias. Incentivos fiscais e linhas de financiamento específicas, cada vez mais comuns, podem ajudar na execução.</p>
<p data-start="16382" data-end="16638"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="16640" data-end="16673">Locação por temporada e Airbnb</h2>
<p data-start="16675" data-end="17432">A locação de imóveis via plataformas digitais, como o Airbnb, transformou a forma como se hospeda e trouxe renda extra para proprietários. Entretanto, muitos condomínios sofreram com o aumento do fluxo de pessoas desconhecidas e a sensação de hotel em ambiente residencial. O debate chegou ao <strong data-start="16968" data-end="17006">Superior Tribunal de Justiça (STJ)</strong>, que em 2021 decidiu que locações de curtíssima duração, viabilizadas por aplicativos, <strong data-start="17094" data-end="17189">se assemelham a atividades hoteleiras e não se enquadram na locação residencial tradicional</strong>. Portanto, se a convenção do condomínio estabelece destinação exclusivamente residencial, o condômino <strong data-start="17331" data-end="17392">não pode alugar a unidade por períodos de dias ou semanas</strong>.</p>
<p data-start="17434" data-end="18042">A decisão gerou controvérsia porque muitos proprietários enxergam no aluguel por temporada uma fonte de renda. Advogados e a própria plataforma defendem que <strong data-start="17591" data-end="17710">o direito de propriedade, protegido pela Constituição Federal (art. 5º), permite que o dono use e alugue seu imóvel</strong>. A <strong data-start="17753" data-end="17792">Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991)</strong>, no artigo 48, autoriza a locação por temporada por até 90 dias. Não há exigência de período mínimo; apenas o máximo. Portanto, existe um conflito entre a interpretação dos tribunais e o direito de propriedade.</p>
<h3 data-start="18044" data-end="18106">Para evitar litígios e prejuízos, síndicos e condôminos devem</h3>
<ul data-start="18108" data-end="18688">
<li data-start="18108" data-end="18267">
<p data-start="18110" data-end="18267"><strong data-start="18110" data-end="18149">Verificar a convenção do condomínio</strong>: se ela proíbe atividades comerciais e de hospedagem, a locação via plataformas para curtos períodos pode ser vetada.</p>
</li>
<li data-start="18268" data-end="18526">
<p data-start="18270" data-end="18526"><strong data-start="18270" data-end="18293">Atualizar as regras</strong>: se o condomínio deseja permitir a locação temporária, é possível alterar a convenção via assembleia com quórum qualificado, estabelecendo regras de segurança (cadastro de hóspedes, número de ocupantes e multas para descumprimento).</p>
</li>
<li data-start="18527" data-end="18688">
<p data-start="18529" data-end="18688"><strong data-start="18529" data-end="18566">Cadastrar hóspedes e fornecedores</strong>: exigir documentos, informar datas de entrada e saída e limitar o número de locações por mês ajudam a manter a segurança.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="18690" data-end="18958">O condomínio pode exigir que o anfitrião arque com custos extras, como uso de áreas comuns e desgaste dos elevadores. Também é recomendável que os síndicos consultem a legislação municipal; alguns municípios instituíram regras específicas para locações de curto prazo.</p>
<p data-start="18690" data-end="18958"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="18960" data-end="19004">Veículos elétricos e bicicletas elétricas</h2>
<p data-start="19006" data-end="20001">A popularidade de <strong data-start="19024" data-end="19046">veículos elétricos</strong> (VEs), como automóveis, motocicletas e bicicletas, trouxe um novo desafio para os condomínios: onde e como recarregá‑los? Em 2024 a Câmara Municipal do Rio de Janeiro promulgou a <strong data-start="19226" data-end="19244">Lei 8.265/2024</strong>, que obriga estacionamentos privados de uso coletivo com mais de 20 vagas a oferecer pontos de recarga para carros elétricos. Contudo, especialistas apontam que a norma é inconstitucional porque a <strong data-start="19481" data-end="19577">Constituição Federal atribui à União competência exclusiva para legislar sobre direito civil</strong>. Ademais, a lei invade a autonomia condominial, pois os condomínios não são estabelecimentos de uso coletivo voltados ao comércio. Diante disso, juristas defendem que a instalação de pontos de recarga de veículos elétricos deve ser deliberada internamente, em assembleia, e não imposta por leis municipais.</p>
<h3 data-start="20003" data-end="20118">Para viabilizar essa transição de forma organizada, os especialistas recomendam</h3>
<ul data-start="20120" data-end="20658">
<li data-start="20120" data-end="20275">
<p data-start="20122" data-end="20275"><strong data-start="20122" data-end="20152">Adequação da rede elétrica</strong>: é fundamental dimensionar a capacidade elétrica do prédio para evitar sobrecargas.</p>
</li>
<li data-start="20276" data-end="20470">
<p data-start="20278" data-end="20470"><strong data-start="20278" data-end="20300">Seguro e cobertura</strong>: avaliar com a seguradora quais alterações estruturais são necessárias e se a apólice cobre eventos relacionados à recarga de VEs.</p>
</li>
<li data-start="20471" data-end="20658">
<p data-start="20473" data-end="20658"><strong data-start="20473" data-end="20508">Custeio e distribuição de vagas</strong>: decidir quem paga pela instalação e manutenção dos carregadores e como as vagas equipadas serão distribuídas.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="20660" data-end="21328">Enquanto o debate jurídico se desenrola, o <strong data-start="20703" data-end="20738">Corpo de Bombeiros de São Paulo</strong> anunciou que uma <strong data-start="20756" data-end="20873">norma nacional para definir diretrizes de segurança na instalação de carregadores em edifícios está na fase final</strong>. O texto, resultado de mais de um ano de estudos técnicos, pretende uniformizar procedimentos em todos os estados e garantir a segurança de moradores, síndicos e profissionais envolvidos. O avanço ocorre após workshops e testes que reuniram especialistas do Brasil e do exterior, com simulações de incêndios envolvendo baterias de lítio.</p>
<p data-start="21330" data-end="22101">Além dos carros, <strong data-start="21347" data-end="21371">bicicletas elétricas</strong> também merecem atenção. Relatos de explosões de baterias em apartamentos ganharam espaço na imprensa e despertaram preocupação. Matéria do Sipces destaca que o uso de veículos elétricos reduz poluentes, mas <strong data-start="21579" data-end="21641">os condôminos devem usar carregadores e baterias originais</strong>, reservar áreas ventiladas para recarga e <strong data-start="21684" data-end="21728">não deixar o carregamento sem supervisão</strong>. O texto recomenda ainda <strong data-start="21793" data-end="21817">inspeções periódicas</strong> nas baterias e treinamento dos colaboradores para lidar com essa tecnologia. A reportagem lembra que, embora existam casos de explosões, as baterias de íon‑lítio são seguras quando manuseadas corretamente.</p>
<p data-start="22103" data-end="22360">Em resumo, a convivência com veículos elétricos exige planejamento, investimento e atualização constante das normas internas. Incentive a criação de um grupo de trabalho no condomínio para estudar o assunto e convidar especialistas para apresentar soluções.</p>
<p data-start="22103" data-end="22360"><span style="color: #ffffff;">Maiores problemas em condomínios</span></p>
<h2 data-start="22362" data-end="22421">Conclusão: o papel do síndico e a importância do diálogo</h2>
<p data-start="22423" data-end="22730">Síndicos e moradores compartilham o objetivo de viver em um ambiente tranquilo, seguro e valorizado. O síndico, eleito pelos condôminos, atua como <strong data-start="22570" data-end="22591">gestor e mediador</strong>. Sua missão inclui ouvir todas as partes, aplicar a legislação, propor melhorias e manter a transparência financeira. Para isso, ele deve:</p>
<ul data-start="22732" data-end="23469">
<li data-start="22732" data-end="22925">
<p data-start="22734" data-end="22925"><strong data-start="22734" data-end="22775">Criar e atualizar o regimento interno</strong> com participação dos moradores, incluindo regras sobre pets, crianças, barulho, uso de áreas comuns, locação temporária e instalação de equipamentos.</p>
</li>
<li data-start="22926" data-end="23113">
<p data-start="22928" data-end="23113"><strong data-start="22928" data-end="22963">Convocar assembleias periódicas</strong>, apresentando temas como inadimplência, obras de acessibilidade e projetos de sustentabilidade, e garantindo a oportunidade de todos se manifestarem.</p>
</li>
<li data-start="23114" data-end="23322">
<p data-start="23116" data-end="23322"><strong data-start="23116" data-end="23146">Buscar orientação jurídica</strong> quando houver dúvidas sobre leis municipais, estaduais e federais, evitando aplicar normas inconstitucionais que possam ser contestadas.</p>
</li>
<li data-start="23323" data-end="23469">
<p data-start="23325" data-end="23469"><strong data-start="23325" data-end="23351">Fomentar a comunicação</strong> por meio de aplicativos, murais, grupos de mensagens e, se possível, um canal exclusivo para sugestões e reclamações.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="23471" data-end="23913">Os moradores, por sua vez, têm o dever de respeitar as regras aprovadas, pagar as taxas em dia, participar das assembleias e tratar os vizinhos com cordialidade. Conflitos sempre existirão, mas o <strong data-start="23667" data-end="23678">diálogo</strong> continua a ferramenta mais eficaz para solucioná‑los. Ao conhecer os principais problemas e as soluções sugeridas neste guia, síndicos e condôminos podem trabalhar juntos para transformar o condomínio em um lugar melhor para se viver.</p>
<h2 data-start="1372" data-end="1418"><span style="color: #3366ff;">Você já Conhece a Consultoria Condominial da Síndico Transparente?</span></h2>
<h3><a href="https://sindicotransparente.com.br/consultoria-para-sindicos-moradores-em-todo-brasil/"><span style="color: #339966;">Veja AQUI Como Funciona</span></a></h3>
<h2 data-start="2007" data-end="2049">Você já conhece o nosso &#8220;Curso Gratuito de Síndico Profissional&#8221;?</h2>
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<h2 data-start="2007" data-end="2049">Estamos aqui para apoiar sua gestão</h2>
<p class="" data-start="2051" data-end="2241">Tem alguma dúvida, desafio ou precisa de suporte prático na sua função como síndico(a)? Fale com a nossa equipe! Somos especialistas em gestão condominial e estamos à disposição para ajudar.</p>
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